Reddit para criadóries


Como funciona este site/aplicativo? E é possível divulgar o próprio trabalho por ali?

Eu admito que estou gostando de usar o Reddit ultimamente. É um modelo similar ao de um fórum de internet, mas há comunidades ativas e em crescimento. Há uns algoritmos irritantes na página inicial, mas é possível ir a qualquer comunidade e ordenar publicações por métodos mais transparentes do que um algoritmo de Instagram ou Bluesky. Também vejo menos gente tentando invalidar a posição alheia por motivos fúteis ou reclamando de "textões" ou "palestrinhas" por alguém publicar mais de dois parágrafos de uma vez só.

Neste texto, meu público-alvo são pessoas que, como eu, publicam textos, vídeos, imagens, eventos ou afins. Isso porque o Reddit tem uma cultura de ser "contra autopromoção" de forma que pode acabar afastando quem usa espaços sociais na Internet para compartilhar o próprio trabalho. Porém, eu acho que o Reddit tem valor para pessoas que estão cansadas de se dedicar somente a outras redes sociais e não ver muitas pessoas absorvendo as informações divulgadas. Enfim, acho que o texto pode ser útil para outras pessoas conhecerem um pouco sobre o Reddit também, só estou especificando meu foco.

Como o Reddit funciona?


Reddit tem uma estrutura de fórum online, só que de forma relativamente descentralizada. Cada pessoa tem a sua própria conta e a utiliza para acompanhar e postar em comunidades (subreddits), as quais giram em torno de temas específicos e possuem suas próprias equipes e regras. Isso significa que o Reddit possui termos de serviço mais gerais, mas que é importante conferir as regras de cada comunidade antes de publicar algo nela.

Cada publicação original ("postagem" na linguagem oficial, que é como um tópico num fórum) vai ter comentários (respostas), a não ser que os comentários tenham sido trancados pela moderação (automaticamente ou não; muitas comunidades optam por trancar comentários em publicações antigas automaticamente). Cada postagem e comentário pode receber upvotes (votos positivos valendo +1 cada) ou downvotes (votos negativos valendo -1 cada) com os resultados finais (infelizmente chamados de "karma" na linguagem oficial) sendo visíveis, e é possível ordenar comentários dentro de cada postagem e postagens dentro de cada comunidade peles mais controverses, mais noves ou mais bem votades, ou de formas que misturam tais conceitos. Postagens não podem ficar com pontuações menores do que 0 independentemente do número de downvotes, enquanto comentários com menos de 0 ficam escondidos por padrão por provavelmente serem ofensivos ou conterem informações erradas.

Comentários utilizam uma estrutura de árvore, facilitando aes leitóries visualizarem quem respondeu a quem. Cada resposta só notifica a conta que foi respondida, então, se eu escrever um comentário B a uma postagem A, a autoria da postagem A será notificada, mas comentários C respondendo o meu comentário B só enviarão notificações para mim, e comentários D respondendo a uma das respostas C não me notificarão. Isso permite a evolução de um assunto assim como ocorre em fóruns e redes sociais de forma mais organizada e menos invasiva em comparação a vários outros espaços.

Perfis são identificáveis por um nome de tela, o qual é imutável, e podem também ter ícones, biografias, links e nomes de exibição que podem ser mudades a qualquer momento. Usuáries do Reddit estão acostumades com a ideia de perfis quase anônimos - fazer contas diferentes para propósitos diferentes é comum e permitido desde que não hajam abusos, e ninguém recomenda ter nome ou foto reais a não ser que seja uma celebridade oferecendo para responder perguntas ou algo do tipo - e tendem a insistir que por isso o Reddit não é uma rede social, embora eu acredite que qualquer site ou aplicativo que ofereça a possibilidade de publicar no próprio perfil e se comunicar diretamente com outres conte como rede social.

É possível publicar no próprio perfil como se fosse uma comunidade, mas não há muita vantagem nisso na maioria dos casos. A interface do Reddit não é muito própria para um blog e poucas pessoas usam a função de seguir perfis.

Existem sistemas de pontuações totais (aquelas acumuladas via postagens/comentários) e conquistas (do tipo "seja a primeira pessoa a responder X postagens" ou "dê upvotes por Y dias seguidos") que incentivam pessoas a permanecer com as mesmas contas. Além disso, muitas das comunidades mais movimentadas não permitem que contas que não atingiram uma determinada pontuação postem lá (geralmente algo em torno de 50-150 pontos), justamente para evitar pessoas fazendo contas apenas para trollagem/evasão de banimento.

A maioria dos subreddits tende a ser voltada para dúvidas e discussões, mesmo que existam opções de compartilhar links, vídeos e outros tipos de mídia. Existem subs mais voltados para compartilhar imagens/vídeos/notícias, ou para pessoas se apresentarem e se conhecerem, mas, num geral, não existe uma expectativa de alguém vir se apresentar, e alguém só vindo repostar seu trabalho sem vir falar de outras coisas provavelmente será viste como spammer. A etiqueta oficial diz para só publicar o próprio conteúdo 1 vez a cada 10 postagens.

Diferenças culturais: Epa, 1 pra 10? 🤨


Pois é, ao contrário de alguém mantendo uma conta no fediverso apenas para mandar links para o próprio site/blog, a cultura que o Reddit impõe é de ser ume membre da comunidade para além de mandar links para o próprio site/blog/canal. Por um lado, é uma jogada psicológica para incentivar a manter pessoas dentro do Reddit e pintar pessoas com menos vontade de interagir de outras formas como spammers sem interesse na comunidade. Por outro, como alguém que esteve em vários espaços online faz mais de uma década, eu acho que isto faz sentido (até certo ponto): não é legal quando alguém faz uma conta num fórum para compartilhar algo e depois nunca volta para interagir com as respostas, pessoas que só usam contas de microblogging para enviar links descontextualizados dificilmente vão ser populares em tais redes e redes sociais com foco em "falar o que quiser na própria conta" criaram um problema cultural de pessoas não conseguindo se adaptar bem a espaços mais sociais como grupos de bate-papo ou fóruns (uma restrição contra só repostar o próprio conteúdo externo obriga a pessoa a refletir sobre o que mais tem a oferecer à comunidade, mesmo que sejam suas próprias dúvidas, ao invés de focar somente no que ela mesma quer divulgar).

Eu andei fazendo várias postagens no r/naobinarie para movimentar o sub (e divulgar trabalhos de uma variedade de pessoas não-binárias que deveriam ser mais populares). Também frequento alguns outros subs, como r/transbr. E percebi algumas coisas:

  • Muitas pessoas parecem ignorar links externos em comparação com textos no próprio Reddit;
  • Não é comum eu ver textos no próprio Reddit sendo ridicularizados por serem longos demais, mas com certeza estes ganham menos upvotes (possivelmente indicando menos retenção);
  • Não é super comum, mas há pessoas que respondem a postagens mesmo depois de meses, então tem gente que vê coisas antigas;
  • Conversar com pessoas e ensinar sobre conceitos novos pra elas é possível, e isto talvez seja mais fácil via respostas. Acho que as conversas serem mais diretas e visíveis facilita isso, em comparação a algo como o Instagram;
  • A existência de moderação diminui as chances de respostas vazias só para fazer chacota. Elas ainda existem, mas é um ambiente bem melhor do que uma rede social popular ou mesmo vários grupos no WhatsApp.


Ok, mas e o meu trabalho?


Dependendo do que alguém quiser divulgar, pode ser possível postar sem se preocupar tanto com a etiqueta acerca de autopromoção. r/betatests, por exemplo, é principalmente para publicar aplicativos prontos que precisam de pessoas para testá-los. Obviamente recomendo ter bom senso e não publicar 10 aplicativos diferentes de uma vez só, mas não há tantas restrições para as publicações em si.

Fora isso, a solução é ficar e achar o que falar entre divulgações. É possível divulgar notícias ou informações relevantes de outros lugares, mesmo que isso não resulte em muitas interações. É possível fazer perguntas relevantes à comunidade, como "com quantos anos vocês descobriram ser trans" num subreddit trans ou "qual tipo de saia vocês preferem" num subreddit de moda. Responder a outras postagens também demonstra interesse na comunidade em si, e não só no que ela pode oferecer como audiência, e pode incentivar mais pessoas a prestar atenção quando você divulgar algo próprio.

Existe vantagem em fazer tudo isso?


O Reddit reportou cerca de 20 milhões de usuáries brasileires no final de 2025, mais usuáries do que o X, sendo que ambas as plataformas são abertas a maiores de 13 anos. Não é algo que vai trocar a presença no Instagram ou WhatsApp, especialmente quando muitas vezes são pessoas diferentes que frequentam cada plataforma, mas também não acho que faz sentido agir como se fosse "um lugar vazio que ninguém conhece".

Eu sempre divulgo os eNBontros no Instagram e Oltiel faz o mesmo no Instagram déli, mas mesmo que eu tenha os divulgado no Reddit menos vezes, mais pessoas compareceram fisicamente por terem descoberto os eNBontros pelo Reddit em comparação com o Instagram. Ao meu ver, as interações no Reddit são mais raras, mas também são mais engajadas.

Não sei o quanto isso ainda se aplicaria a questões como produtos à venda ou assinaturas (que também seriam bem mais difíceis de divulgar do que publicações gratuitas), mas acho que o Reddit incentiva pessoas a realmente ler antes de interagir já que o objetivo é comentar/discutir, ao contrário do Instagram que é cheio de "likes por educação" que não se traduzem em aprendizado de novas práticas, novos termos ou comprometimento de ler a publicação divulgada. Também acho prática a existência de uma rede social que não tenta forçar pessoas a se expressarem com poucos caracteres, caso o objetivo seja algo como desabafar ou apresentar um termo novo.

O Reddit não é só para reaças?


Atualmente, acho que há uma tendência centrista no Reddit. A administração tentou "limpar" alguns subs mais reacionários, então muita gente que os frequentava foi para alternativas de direita como o Voat (que não existe mais, mas com certeza há outros lugares similares). A maioria dos subs maiores não permite ofensas diretas ou discursos de ódio mais pesados, mas não tem preocupação com instâncias mais normalizadas na sociedade em geral de racismo, misoginia, cissexismo, capacitismo e assim por diante.

Porém, o Reddit é um espaço de discussão voltado apenas para determinados temas de interesse. Comunidades como r/transbr não permitem apologia à extrema direita e transmedicalismo, mas um "público geral" trans ainda não vai ter uma maioria de pessoas aplicando neolinguagem quando usam linguagem genérica ou evitando termos como "nasci homem/mulher" ou "uso pronomes femininos/masculinos". Comentários transmísicos contra outras pessoas, como "não existe não-binaridade", "seu pronome é muito ridículo, ninguém vai usar" ou "mulher trans tem que se barbear todo dia sim" vão ser deletados e pessoas podem ser banidas (do r/transbr) por isso, mas há um fluxo grande de pessoas e nem sempre os comentários mais violentos são apagados dentro de poucas horas.

No final, sobra um "centrismo" que vai variar de comunidade para comunidade, o qual muitas vezes pode acabar por excluir pessoas fixadas em quaisquer extremos de forma explícita (via banimentos) ou implícita (por pessoas preferirem não lidar com uma comunidade que não modera de acordo com seus valores). Pessoas podem criar suas próprias comunidades alternativas, como o r/lesbiangang que é para lésbicas cissexistas e monossexistas porque o r/actuallesbians é inclusivo de quaisquer pessoas sáficas (ou mesmo quaisquer pessoas interessadas em participar num geral).

Mas, quanto mais genérico for o nome, mais gente vai conseguir achar o local: eu prefiro o r/NonbinaryTalk e o r/XenogendersAndMore do que o r/NonBinary ou o r/queer, mas é provável que mais pessoas não-binárias venham esbarrar nestes últimos dois primeiro. O r/arco_iris é provavelmente o subreddit NHINCQ+ mais variado, mas tende a ser bastante exclusicionista de pessoas que saem de L/G/B/T (e olhe lá) porque não há esforços para barrar comentários acemísicos, periorientistas, exorsexistas ou contra orientações fluidas; mas alguém criando uma alternativa vai ter bastante trabalho se quiser montar um espaço movimentado mais inclusivo sobre o mesmo tema.

Um apelo específico a pessoas não-binárias e NCL


Entendo que muita gente das nossas comunidades ou só se abre por completo ou só interage em espaços mais isolados: comunidades de Discord/WhatsApp mais específicas, contas privadas no Instagram/fediverso ou assim por diante. Entendo que há riscos de maldenominação e chacota muito presentes em espaços "vale tudo" em uma sociedade exorsexista, exorlinguista e antiNCL, e que há pessoas cuja saúde mental não é forte o suficiente para lidar com estes riscos.

Porém, não é incomum eu me deparar com pessoas que acham que a neolinguagem é algo do passado ou que só existe no contexto de chacota ou de empresas desinformadas. Com pessoas que nunca viram alguém usar o modelo artigo/pronome/final de palavra. Com pessoas que nunca viram alguém não-binárie se definindo para além de agênero, gênero-fluido, demi-homem, demimulher, transfem ou transmasc. E não é necessariamente uma questão de intolerância consciente, e sim da falta de normalização. Porque, por mais que já existam anos de livros, artigos, postagens de blogs, vídeos e podcasts que implementam alguma forma de neolinguagem ou falem de não-binaridade, estas publicações ainda são uma minoria que muitas pessoas podem ignorar e que muitas vezes nem chega em pessoas que poderiam estar interessadas. Ocupar espaços onde a conversa não só vai ser lida por muites mas também vai ser moderada contra ataques que saem do assunto pode ser ótimo para que outres saibam que nós e nossas pautas "ainda" existimos.

(Alterumanidade e pluralidade também estão estranhamente ausentes de praticamente quaisquer discussões na lusosfera, NHINCQ+ ou não, mas daí já não acho justo fazer o mesmo pedido.)

Eu não estou dizendo para enfiar a não-binaridade ou o uso de neolinguagem de forma forçada em toda e qualquer publicação ou resposta. Só estou pedindo para aproveitar a oportunidade de um perfil praticamente anônimo (no caso de quem não associa seu perfil com suas redes sociais/fotos/etc.) para refletir a forma ideal da expressão da não-binaridade e/ou evitar termos cissexistas ou concepções exorlinguistas, ao invés de se render ao derrotismo de que ninguém vai entender termos pesquisáveis e/ou finais de palavra incomuns e/ou todo mundo vai atacar caso algum conjunto para além de a/ela/a, o/ele/o e -/-/- seja utilizado. Caso alguém não entenda alguma coisa, será uma ótima justificativa para enviar um recurso que explique, ou mesmo explicar a questão com as próprias palavras.

Observações finais


A relevância do Reddit está crescendo bastante como um dos únicos lugares onde publicações e respostas enviadas automaticamente por IA generativa são raras mesmo que também haja lá uma grande movimentação de tutoriais, pessoas dispostas a responder perguntas e compartilhamentos de outros achados da internet. Acho que pessoas que buscam visibilizar pautas anticapitalistas e de justiça social têm muito a ganhar caso tragam seus conhecimentos para lá.

Só peço para que não entendam esta publicação de forma cínica: espaços online mais focados em comunidades requerem trocas. Meu incentivo aqui não é voltado a explorar um público despolitizado (o que não é o caso), e sim não descartar um site/aplicativo utilizado por milhões de pessoas como "ruim" por ele não ter sido projetado para ser um diário pessoal, ou como inerentemente hostil por conta de usuáries reacionáries que vão existir em praticamente qualquer plataforma aberta.

Administro r/neolinguagem e r/naobinarie, e no momento estou sozinhe na equipe de ambos. Sintam-se livres para interagir por lá mesmo sendo parte de comunidades NHINCQ+ relativamente incomuns; é só seguir o assunto das comunidades ou das respostas anteriores. Para quem quer conselhos/ajuda de forma mais geral, o próprio Reddit tem uma seção de ajuda bem completa para ajudar usuáries noves, e também existe o sub r/NovoNoReddit.

Finalmente, eu também entendo quem prefere não interagir com (mais) nenhuma rede social administrada por uma grande empresa. Existem equivalentes do Reddit no fediverso, como o Lemmy (exemplo: lemmy.eco.br) e o PieFed (exemplo: feddit.online), mas admito que não vi muitas discussões/dúvidas interessantes por lá. Raddle é pra ser tipo "um Reddit de esquerda" que não monetiza sues usuáries, mas ele é relativamente parado e a única comunidade que eu achei parcialmente em língua portuguesa é /f/Brasil, com publicações sendo compostas de compartilhamentos de notícias mais ou menos uma vez por mês (a maioria na língua inglesa). Eu acho que muito do que falei neste texto se aplica a outros espaços no estilo fórum, só acho que será necessária uma articulação mais ativa para chegar em mais pessoas por meios deles.

Multikernel Linux Releases First Public Kernel Tree Based on Linux 7.0


Almost a year after the Multikernel project shared its Linux kernel code and submitted its first patches for review, the team has now made its Multikernel Linux tree publicly available for the first time. This release is built on Linux 7.0 and is labeled v7.0-mk2 in the project’s kernel tree. Currently, only x86_64 is officially supported.

If you haven’t heard of it, Multikernel is a new way of using Linux on big multi-core systems. Rather than one Linux kernel running everything, it lets several separate Linux kernels run side by side on the same hardware.

The main idea is simple. One Linux instance acts as the host and manages a pool of CPUs, memory, and PCI devices. It can split these resources into separate groups and start another Linux kernel in each group. Unlike virtual machines, these extra kernels don’t run on a hypervisor. Each one gets its own physical CPUs, memory, and devices, and runs right on the hardware.

Resources aren’t locked in place, either. The project says you can shut down instances, return their CPUs, memory, and devices to the host, and then start new instances with a different kernel if needed.

With this release, the project has also shared performance comparisons showing where its bare-metal approach can outperform traditional virtualization. In one set of lmbench tests, Multikernel was compared to a well-tuned KVM virtual machine. Both used the same kernel build, two CPU cores, and 1 GB of memory on a dual-socket Intel Xeon Gold 5418Y system.

The results showed almost the same memory latency and bandwidth, which makes sense given how efficient modern hardware virtualization is. The bigger differences showed up in tasks that need lots of transitions and CPU wakeups.

For example, the tests showed a two-process context switch took 1.37 microseconds with Multikernel, compared to 3.42 microseconds in the default KVM guest. Pipe latency was 3.24 microseconds versus 7.06, and Unix socket latency was 4.81 versus 7.48 microseconds.

However, the developers point out that these numbers don’t mean Multikernel is always several times faster than KVM. A lot of the difference comes from how idle virtual CPUs are managed. In the default KVM setup, waking an idle vCPU means leaving and re-entering the virtual machine. Multikernel, on the other hand, manages its physical CPU cores directly.

The downside is that these CPU cores look fully used to the host and use more power. The project measured about 19 extra watts in this setup. Giving the guest more control over CPU power management also helped latency, but still came with power and resource tradeoffs.

For this first public release, the developers say x86_64 has been tested the most. Support for other architectures may come later. The architecture-specific interfaces have already been separated with future ports in mind, but none are officially supported yet.

For additional details, see the announcement. You can find the Multikernel Linux source code on GitHub. The project also offers a getting-started guide for anyone who wants to try out the technology.

"Que le reste crève" : La terrifiante idéologie des ultra-riches


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Le chercheur au CNRS Jean-Michel Hupé décortique le lien indissociable entre écologie et démocratie au micro du Greenletter Club.
Face au modèle capitaliste et colonial porté par l’élite, la préservation des limites planétaires impose de réduire radicalement notre consommation.
L’effondrement démocratique actuel instrumentalise les catastrophes environnementales pour protéger les privilèges d’une minorité ultra-riche, prête à sacrifier la majorité de la population mondiale.
Repenser nos modèles de société de manière équitable reste notre unique issue.

#Hupé #Démocratie #Écologie #Capitalisme #Climat

00:00 Intro
00:29 Jean-Michel Hupé
10:55 Outro

Sources:
Vidéo complète disponible ici :
youtube.com/watch?v=q266T9uegj…
Pour s’abonner :
youtube.com/@greenletterclub41…
Musique: youtu.be/RNsyw2tfPnk
Montage: lakl42

Pensez à réduire la qualité de la vidéo.

Pour changer le système :
Réclamer le RIC constituant : petitions.assemblee-nationale.…
Changer de banque: lanef.com/ change-de-banque.org/particuli…
Passer à l'action militante: extinctionrebellion.fr/ ripostealimentaire.fr/
Changer de travail : jobs.makesense.org/fr

Réponses au quiz de fin :
/!\ Description à ne pas lire avant d'avoir vu la vidéo entièrement
/!\

/!\

/!\
/!\
Quel déclin accompagne le green backlash selon Hupé ?
➡ Déclin de la démocratie.

Quel modèle d'élevage est incompatible avec les limites planétaires ?
➡ L'élevage industriel.

Quelle est notre seule chance de résoudre l'ensemble de nos problèmes ?
➡ Une vraie démocratie.

This entry was edited (today, 6:38 AM)

Omarchy Linux Just Got $8 Million From Tech's Biggest Names


Slop Linux got money to spend and the reactionary ----- is the first one to get it.

David Heinemeier Hansson, aka DHH, has put a number on how serious he is about desktop Linux. That number is eight million dollars, and it's going into a brand new nonprofit called the Omacom Foundation.

DHH is incorporating the foundation now, set to cover the Omarchy trademark, its infrastructure and hosting, promotion for the project, and funding for the open source developers whose work it depends on.

He calls it a "moral obligation," not just to get Omarchy into more people's hands but to change how they use a computer in the first place.


The above is so Google-in-early-days-vibes coded that one has to think they should know by now that nobody is buying it. Except that the gen alpha has the attention span of a flea and doesn't really read anything nor it's interested in History. So those techy bozos will always find new prey.

Michael Dell of Dell Technologies, Patrick Collison of Stripe, Tobi Lütke of Shopify, Jack Dorsey of Block, Matthew Prince of Cloudflare, Jason Fried of 37signals, Brendan Iribe of Sesame, and DHH himself each put in a million dollars to make it happen.

People already like using Omarchy, DHH says, and he wants this money to last as long as possible instead of getting spent all at once while also making the most out of it.

There are two major updates to this. Omacom funding has hit $10 million, and it has become a premier sponsor for Quickshell.

Hyprland first to gain

Hyprland is the first project outside Omarchy to see any of this money. Omacom is extending an exclusive sponsorship to support Vaxry, the developer behind the Wayland compositor Omarchy runs on.

Under this, he is locked into an agreement for three years, with the possibility of extending for two more years.

This way Vaxry gets to work on Hyprland full time without needing to think about the money. As part of this arrangement, the €5/month Hyprperks subscription service will be discontinued, and everything offered under it will be provided for free.

DHH also joked about finding Vaxry a pookie, noting that:

Many thanks to 37signals (hello self! 😂), Butterfly, and Framework for helping Hyprland get to this point. Thrilled that the Omacom Foundation can take over from October 10, and give one of the best developers in this new Linux moment the chance to go all-in.

(* This deal does not include any direct assistance in getting Vaxry a girlfriend, but I’ll personally be available as a reference for any inquiries on the matter.*)


I'll feel bad for any girl taking her chances.

Do you remember this?

This isn't the first time we are talking about money and Hyprland. Back in 2025, Framework became a Gold tier sponsor of the project. But that didn't sit too well with many people, as soon after, a thread titled "Framework supporting far-right racists?" came up on the official forum.

The original poster called out Vaxry's old freedesktop.org ban and pushed Framework to explain why it was funding the project. Framework's own account made things worse that same day. It posted a tweet comparing Omarchy to the old Windows XP product key meme, and people read that as an endorsement of DHH.

While Framework did send hardware to people at Omarchy, the project itself never got any direct funding. Later, Framework had to start publishing a running list of its sponsorships after people kept asking exactly who the company was funding and why.

Where Omarchy's headed

Quattro, Omarchy's newest release, shipped recently, building AI agents into the desktop by default instead of treating them as an extra. While none of the eight patrons have said publicly that Omarchy's AI bet factored into their decision to back the foundation.

My read is that it's hard to ignore, especially with Michael Dell's company betting heavily on AI infrastructure elsewhere. A distro built around AI agents is exactly the kind of bet a company selling AI hardware would want to back.

And it all ties into what DHH said about truly democratizing Linux.

Whether that $8 million and a nonprofit structure are what bring about the "year of the Linux desktop" is a question for another time.

This entry was edited (today, 5:49 AM)